O Brasil Festival acontece em teatros e casas de shows em Amsterdã. Artistas brasileiros mostram versatilidade e talento para platéias interessadas e encantadas com a diversidade de nosso povo.
Acompanho e fotografo alguns eventos e conto aqui um pouquinho do que tem sido participar destas manifestações da cultura brasileira na capital holandesa.

O Festival foi aberto pela cantora Lilian Vieira, a Princesa Máxima da Holanda, cantores e alguns passistas de escola de samba em frente ao Concertgebouw.

Mais tarde, na sala principal do teatro, a apresentação de um grupo tocando e batucando em piano preparado para este fim.

E um concerto da Família Assad - com direito a ouvirmos Badi Assad que além de ter uma voz afinadérrima e melodiosa ainda é compositora, violonista e percussionista.


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A pintora brasileira Júlia dos Santos Baptista inaugurou exposição “Cores para a ponte - Kleuren voor de Brug”, no Het Keizer Karel Viaduct - estrada A9 - ao lado da estação de ônibus de Amstelveen.
Contemporânea, Júlia mostra em suas telas o cotidiano brasileiro enriquecido com referências européias. A pintora apresenta 12 plotters (painéis) das coleções “cirandas, medusas e favelas” onde retrata a alma brasileira em extravagantes cores, ritmos e movimentos.
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O grupo do Teatro Munganga, Cláudia Maoli e Carlos Lagoeiro, apresentou a peça “Orixás e a caixa das Origens”. De autoria de Lagoeiro, é um espetáculo visual inspirado em histórias Afro - da mitologia brasileira. Os cenários e figurinos foram preparados em Recife - capital pernambucana - e faz parte de um projeto do grupo, de ampliar o programa de parcerias entre artistas holandeses e pernambucanos.

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No Tropenmuseum assisti ao documentário ” Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei” de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. Depoimentos e imagens contam a trajetória do polêmico e genial cantor da década de 60/70 e seu “suposto” envolvimento com os porões da ditadura brasileira. Mais do que isso, o filme em seus 85 minutos, leva o telespectador a repensar e relembrar a triste e lamentável história de perseguições políticas, torturas e violações dos direitos humanos no Brasil. Quem sabe, através deste documentário os brasileiros possam perdoar Wilson Simonal de atos que talvez ele em sequer tenha cometido.
Paulinho Paes, Alexandre Lora e a cantora cubana Estrella se apresentaram no De Rood Bioscoop. Um show delicioso onde apresentaram canções autorais e uma mistura de ritmos cubanos com brasileiros.

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Também no De Rood Bioscoop, Nelson Latif levou convidados do calibre dos brasileiros Carlinhos Antunes, Mestre Samara, Marcelo Godoy e Gabriel Guedes, do croata Renato Svorinic, do holandês Olaf Keus, do moldaviano (Moldavie) Oleg Fateev e do indiano Satiakam Mohkamsing. Um show de talento e musicalidade comandados pelo maestro Nelson Latif. Quem não foi, perdeu um concerto inesquecível.

No final, a cantora Ceumar cantou uma moda de viola com os músicos. Um momento lindo e inesperado!

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E no domingo (16/10), na Bimhuis, Teresa Cristina se apresentou com seu grupo. Cantou algumas músicas conhecidas e outras nem tanto. O ponto alto do show foi a canja do cantor e percussionista Bruno Cunha.

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E ontem à noite (20/10), na Bimhuis, Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz que tem sua influência no “Universo Percussivo Baiano”, onde as raízes da música afrobaiana se fundem com o jazz.

A Orkestra foi criada há cinco anos pelo instrumentista e compositor Letieres Leite, e tem sua inspiração na cultura do centro de Salvador, na música sacra do culto afrobaiano do Candomblé e em grandes agremiações percussivas como o Ilê Aiyê - o primeiro bloco-afro do Brasil. Com uma formação de Big Bands, a Rumpilezz tem em sua composição, 15 sopros e 5 percussionistas. Em reverência às origens afro-musicais, os músicos dos instrumentos de sopro se apresentaram de roupas brancas (bermudas, túnica e sandálias) e os percussionistas, em um summer (smoking branco), mostrando assim a majestade dos instrumentos afro na Orkestra.

Para explicar o nome Rumpilezz, o maestro Letieres Leite disse que esse nome foi escolhido porque tem a representação da fusão entre a percussão e o jazz, acrescentando aos três atabaques do Candomblé, o Rum, o Rumpi e o Lé, o Z duplo do Jazz.
Com a Bimhuis lotada, voltaram ao palco duas vezes.

Na foto o maestro Letieres Leite com a também baiana e diretora de “A Hora do Brasil Foundation”, Neyde Lantyer.
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Em todos os shows, concertos, peça de teatro e filme que assisti, a platéia era predominantemente de holandeses -, o que confirma que já existe um público curioso e apreciador da cultura brasileira, que foi formado basicamente através de entidades como “A Hora do Brasil Foundation”, em suas “Summer Sessions” e outros eventos como lançamentos de filmes, eventos de literatura e de artes plásticas.
Viva o Povo Brasileiro!!!
Viva o Povo Brasileiro em toda sua diversidade!!!
E no dia 26 de outubro, no Rasa em Utrecht, palestra com o escritor João Ubaldo Ribeiro.
*Foto Princesa Máxima da Holanda - Henk Schutte