Agora na Holanda, mostra seu estilo pessoal, sem rótulos ou comparações. Eu definiria seu estilo como regional urbano. Uma mistura da autêntica música caipira da Serra da Mantiqueira com o movimento urbano de São Paulo (cidade onde viveu por muitos anos).

Com a Zambumba (um tambor tocado com baquetas, muito usado para marcar o ritmo em determinados gêneros musicais) desceu do palco cantando e tocando a música Cajuína de Caetano Veloso e encerrou a noite com Sonho Meu de Dona Ivone Lara.

Lindo show, com o Barco Lizboa lotado.
“Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina“.
Como disse Câmara Cascudo “historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista de Natal - Rio Grande do Norte)”.
“O melhor produto do Brasil ainda é o brasileiro”
Um pouco da história do Navio Lizboa.
O Lizboa foi construído na Alemanha em 1894 e teve como primeiro nome Rhein. Foi a principal embarcação de ferro rebitadas e pertencia a empresa Haniel e era usado no rio Reno e nos principais rios da Alemanha até 1935 como reboque de outros navios.
Em 1948, o governo alemão comprou o navio e o transformou em um navio de embarque e de treinamento. Na parte de cima dele, foi reconstruída e ampliada 15 metros. No porão construíram camarotes.
Em 1975, um holandês comprou o navio e o trouxe para a Holanda e o transformou em uma escola de vela e acampamento de verão.
De 1986-1999, sem utilização, foi lentamente enferrujando.
Em 1999, a companhia Good Ship Drift o comprou
e lhe deu o nome atual: Lizboa.
Atualmente o Lizboa se encontra no Oostelijk Haven gebied (área do porto oeste de Amsterdam), é um local de festas e shows e funciona um restaurante. Um endereço charmoso em Amsterdam.

