.Brazil Today Network Dinner

fotos e texto Margô Dalla-Schutte

Aconteceu em Amsterdam, no Lloyd’s Hotel, uma palestra/jantar organizados pela Central de Cultura em cooperação com o SICA - Centro Cultural Holandês para Atividades Culturais.

O objetivo do jantar foi o de promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Holanda, através de entidades, artistas e comunidade cultural com a intenção de compartilhar conhecimentos, experiências e contatos do programa de intercâmbio cultural entre brasileiros e holandeses.

Abrindo o evento, o ex-ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, fez uma retrospectiva das atividades do Ministério da Cultura durante a gestão de Gilberto Gil e posteriormente a dele, naquele órgão, quando era presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva.

“Estou aqui para conversar um pouco sobre a experiência importante que foi a construção de políticas públicas na área de cultura no governo Lula. Primeiro eu quero falar sobre o contexto, porque é impossível falar do que aconteceu no Ministério da Cultura, sem antes compreender o momento que o Brasil estava e está vivendo. Talvez seja o melhor momento na história brasileira porque estamos construindo democracia.”  O ex-ministro falou sobre os projetos mais importantes que aconteceram no Ministério da Cultura durante sua gestão e o que foi construído  de políticas públicas.

A cultura entrou na demanda da cidadania, e nós experimentamos no governo Lula uma gestão democrática, com muita consulta e discussão. Nós não acreditávamos na construção de políticas públicas dentro de gabinete. Fizemos uma Conferência da Cultura da qual participaram diretamente mais de 200 mil pessoas, mais de 80% dos municípios brasileiros. Mais de 60 mil pessoas participaram do debate sobre a Lei do Direito Autoral. Demorou seis anos, muita gente pergunta: “Por que demorou tanto?”. Porque assim é a democracia. A democracia não é dos regimes mais rápidos, mais eficientes, mas é o melhor, porque é o mais legítimo, o mais consistente e o que é capaz de gerar compactuações.’

Juca Ferreira mora em Madrid/Espanha e atua na Secretaria-Geral Ibero-Americana onde estava designado a coordenar os eventos do Ano Internacional dos Afrodescendentes, um tema muito importante para toda a América Latina,  que aconteceu em 2011.

A SEGIB é um órgão permanente de apoio institucional e técnico à Conferência Ibero-Americana e da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo, composto pelos 22 países latino-americanos: dezenove na América Latina e três da península Ibérica, Espanha, Portugal e Andorra. Entre os objetivos, o de promover os mecanismos históricos, culturais, sociais e econômicas dos países latino-americanos, reconhecendo e valorizando a diversidade entre seus povos.

Após a palestra, os participantes foram divididos em oito mesas e puderam escolher os seguintes temas para participar: Artes comunitárias, Dança Contemporânea, Artes Cênicas, Artes Visuais, Arquitetura, Indústria Criativa, Literatura e Empreendimentos Culturais. Enquanto conversavam, foi servido um jantar.

Na foto abaixo, o dramaturgo brasileiro e diretor do Teatro Munganga em Amsterdam, Carlos Lagoeiro com Juca Fereira. Na pauta, Pontos de Cultura no Exterior.

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